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Como combater o idadismo nas empresas?

Uma pessoa que trilhou um longo percurso, possivelmente conhece os melhores atalhos, os caminhos mais perigosos, o tempo e os lugares mais adequados para descansar ou para acelerar a caminhada e o que deve ou não ser transportado na bagagem.

Com quantos profissionais que tenham  40 anos ou mais você convive no seu ambiente de trabalho? E com aqueles que têm  50 ou 60 anos? Provavelmente a resposta é um número bem menor do que quando comparado ao número de colaboradores com idade entre 18 e 35 anos, não é mesmo?

arte do que entendemos como uma “preferência” do mercado de trabalho por pessoas com menos de 40 anos, está em nosso consciente coletivo como crença, é, na verdade, idadismo.

A gerontóloga e parceira científica do Método Supera– Ginástica para o cérebro, Thais Bento Lima-Silva, explica que a palavra idadismo é uma adaptação para o português da expressão em inglês ageism, e segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), refere-se a pensamentos, sentimentos, ações e comportamentos, expressados por meio de estereótipos, estigmas, preconceitos e discriminações relacionadas a idade. “Uma das razões que contribui com o fortalecimento de práticas idadistas é o fato de que a sociedade tende a destacar os efeitos vistos como negativos, resultados do envelhecimento de parte dos idosos, e minimizar os ganhos desse processo”, explicou.

O paradoxo da experiência

Algumas empresas, ao buscarem novos colaboradores para suas corporações priorizam profissionais que tenham experiência na área, que sejam criativos, flexíveis e dinâmicos, associando essas características quase sempre a uma pessoa mais jovem.

“A associação direta da vaga à idade é uma prática considerada idadista e dificulta o acesso de pessoas maduras e experientes ao mercado de trabalho, quando muitas vezes elas podem ser a chave para resolver problemas em que a experiência e o know how são fundamentais”, lembrou a especialista do SUPERA – Ginástica para o cérebro.

 

Uma equipe mais plural e competitiva

Uma pessoa que trilhou um longo percurso, possivelmente conhece os melhores atalhos, os caminhos mais perigosos, o tempo e os lugares mais adequados para descansar ou para acelerar a caminhada e o que deve ou não ser transportado na bagagem. Para obter esses conhecimentos, essa pessoa precisou se desenvolver, arriscar, errar para aprender e recomeçar algumas vezes, fortalecendo a capacidade de resiliência, a flexibilidade e a criatividade para enfrentar os desafios. Por outro lado, inúmeras empresas já se movimentam para ampliar sua grade de colaboradores oferecendo inclusive oportunidades de contratação para pessoas mais velhas.

“A pluralidade dentro das empresas deve também considerar o idadismo e, mais do que isso: é preciso haver uma política de inclusão para essas pessoas, que não deve apenas ficar no papel ou na divulgação da marca, mas, sim, considerar os números do envelhecimento no Brasil e no mundo: vamos ter uma sociedade mais envelhecida e precisamos nos preparar para isso em todos os sentidos”, alertou a especialista.

Como combater o idadismo?

É possível combater o idadismo nas empresas, ampliando o olhar para o que as pessoas podem oferecer para além de suas idades. “É importante lembrar que uma vida mais saudável e práticas como o treino cognitivo ou ginástica para o cérebro oferecem mais reserva cognitiva e maiores possibilidades para pessoas com mais de 60 anos”, concluiu.

Confira algumas dicas para abandonar práticas de exclusão dentro das corporações:

– Realizar campanhas de conscientização da discriminação etária;

– Contratar profissionais maduros para compor o quadro de colaboradores;

– Incentivar a realização de atividades por grupos compostos por pessoas de diferentes faixas etárias, estimulando a relação entre diferentes gerações;

– Abandonar o uso de termos pejorativos como “véio”, “gagá” entre outros;

– Incentivar a cultura de fala de pessoas mais velhas dentro das corporações;

– Criar uma cultura de aprendizado para os mais jovens, absorvendo a experiência e know how dos mais velhos;

– Incentivar a ida de pessoas mais velhas para posições que favoreçam o protagonismo.

 

FONTE: PORTAL PLENA

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