Participei, em representação da Associação Stop Idadismo, na primeira sessão do Ciclo de Conversas JPAB – Longevidade+, um espaço de reflexão qualificada que reuniu especialistas de Portugal, Espanha e Brasil para debater o Estatuto da Pessoa Idosa.
Este tema já não pode ser tratado como periférico.
Está no centro da coesão social, da dignidade humana e da sustentabilidade das políticas públicas.
Mas importa ser claro:
O Estatuto da Pessoa Idosa pode ser um ponto de partida, mas não responde — nem responderá, por si só — às necessidades reais das pessoas.
Hoje, o maior problema não é a ausência de reflexão.
É a ausência de decisão.
A realidade no terreno mostra:
✔️ direitos que não saem do papel
✔️ respostas sociais insuficientes
✔️ práticas institucionais que perpetuam desigualdade
Por isso, este é um momento de exigência:
➡️ Ao Governo — que avance com medidas concretas, financiadas e monitorizadas
➡️ Às autarquias — que assumam a longevidade como prioridade estratégica local
➡️ Às instituições — que revisitem práticas e modelos de intervenção
O envelhecimento não pode continuar a ser tratado como um problema.
Tem de ser assumido como uma prioridade política estruturante.
A forma como agimos hoje definirá o país em que todos vamos envelhecer amanhã.
José Carreira – Presidente da Associação Stop Idadismo



