As principais ideias-chave do relatório “Tu edad es un tesoro – 18.ª edição (Fundación Adecco, junho de 2026)” são as seguintes:
- O desemprego sénior é estrutural e persistente, afetando de forma desproporcionada as pessoas com mais de 45 anos, cuja reintegração no mercado de trabalho é significativamente mais difícil.
- O desemprego prolongado tem um forte impacto na saúde mental, provocando perda de autoestima, bem-estar emocional, identidade e sentido de propósito. Cerca de 9 em cada 10 pessoas desempregadas há mais de um ano referem efeitos negativos na sua autoestima.
- O trabalho representa muito mais do que rendimento: proporciona identidade, reconhecimento, relações sociais, participação na comunidade e propósito de vida.
- O idadismo continua a ser a principal barreira ao emprego, manifestando-se através de preconceitos e discriminação nos processos de recrutamento e também dentro das organizações. Três em cada quatro trabalhadores sénior afirmam ter sofrido discriminação por idade.
- O desemprego gera invisibilidade social, levando muitas pessoas a sentirem que deixaram de ser valorizadas, ouvidas ou reconhecidas pela sociedade.
- Os estereótipos sobre os trabalhadores mais velhos são desmentidos pelos dados: a maioria demonstra vontade de aprender, requalificar-se e adaptar-se às mudanças do mercado de trabalho.
- As pessoas sénior querem continuar a trabalhar, não apenas por razões económicas, mas também para manterem um papel ativo, sentirem-se úteis e protegerem a sua saúde mental.
- A experiência constitui uma vantagem competitiva, sendo valorizadas competências como a experiência, maturidade, pensamento crítico, capacidade de decisão e competências relacionais.
- A tecnologia e a Inteligência Artificial são vistas sobretudo como oportunidades, embora persistam obstáculos relacionados com formação, acessibilidade e confiança na utilização destas ferramentas.
- O envelhecimento da força de trabalho torna imprescindível combater o idadismo, promovendo ambientes laborais inclusivos, intergeracionais e capazes de aproveitar o potencial do talento sénior.
- A conclusão central do relatório é clara: o talento sénior não constitui um problema para o mercado de trabalho; é parte da solução. Reconhecer o seu valor, eliminar barreiras discriminatórias e investir no seu desenvolvimento é uma necessidade estratégica para a competitividade, a sustentabilidade económica e a coesão social.
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