Queremos viver mais, mas continuamos, frequentemente, a recear envelhecer…
Celebramos a longevidade e, simultaneamente, convivemos com uma cultura que valoriza a juventude, transforma sinais do envelhecimento em problemas a corrigir e continua a associar determinadas idades à fragilidade, à dependência ou à perda de capacidade.
É nesta contradição que encontramos muitas das perguntas que a Stop Idadismo tem procurado colocar no espaço público.
É também aqui que nasce #PensarALongevidade, uma nova rubrica autoral de José Carreira, um espaço para pensar a longevidade através de perguntas.
Perguntas sobre idade e envelhecimento, certamente. Mas também sobre autonomia, cuidados, habitação, trabalho, ciência, tecnologia, relações entre gerações, desigualdades, linguagem e representação.
Pensar a longevidade é muito mais do que pensar as pessoas mais velhas.
É pensar uma sociedade em que todos envelhecemos e em que cada vez mais pessoas viverão durante mais tempo.
E isso obriga-nos também a reconhecer o idadismo onde ele é evidente, mas igualmente onde é mais subtil: nas palavras que utilizamos, nas imagens que escolhemos, nas expectativas que associamos à idade ou nas decisões que tomamos pelas pessoas em vez de as tomarmos com elas.
#PensarALongevidade não pretende oferecer respostas prontas, pretende fazer perguntas suficientemente simples para serem de todos e suficientemente incómodas para nos obrigarem a pensar.
A primeira talvez possa ser a que acompanha esta apresentação:
E se viver mais nos obrigasse a pensar diferente?
A conversa está aberta.
#PensarALongevidade — José Carreira
#StopIdadismo #PortugalParaTodasAsIdades

