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A VELHICE NÃO É DOENÇA – Declaração do COMITÉ LATINO AMERICANO Y CARIBE DA ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL DE GERONTOLOGIA Y GERIATRIA

LÍNGUA PORTUGUESA

Comité Latinoamericano y del Caribe International Association of Gerontology and Geriatrics
Declaração do COMITÉ LATINO AMERICANO Y CARIBE DA ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL DE GERONTOLOGIA Y GERIATRIA – COMLAT-IAGG
A Velhice não é doença
A. Considerando que:
1. A Assembleia Geral das Nações Unidas, em sua resolução 66/127, designa 15 de junho como o Dia Mundial da Conscientização sobre o Abuso e maus tratos na velhice.
2. A Convenção Interamericana sobre os Direitos Humanos do Idoso de do ano de 2015, promove o envelhecimento ativo, digno e saudável no âmbito do gozo efetivo dos direitos e deveres e facilita à criação de vias efetivas de denúncia, atenção e mitigação da violência contra a pessoa idosa.
3. A Convenção Interamericana consagra o direito à vida e à dignidade na velhice e determina que os Estados Parte adotem todas as medidas necessárias para garantir ao idoso o gozo efetivo do direito à vida e o direito a viver com dignidade na velhice até o dos seus dias, em igualdade de condições com outros setores da população.
B. Avisando que
A Organização Mundial da Saúde (OMS) pretende incluir a velhice como doença na Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID) em sua décima primeira edição, que deve ser publicada em janeiro de 2022.
C. Sinalizando que:
1. A saúde, tanto física como mental e social, pode ser entendida como a capacidade de responder dinamicamente às mudanças.
2. “O envelhecimento saudável é um processo contínuo de otimização de oportunidades para manter e melhorar a saúde física e mental, a independência e a qualidade de vida ao longo da vida”
3. O Plano de Ação Multisetorial para um Envelhecimento Saudável com Base no Ciclo de Vida da 69ª ASSEMBLÉIA MUNDIAL DA SAÚDE 2016 afirma que “A maioria dos problemas de saúde dos idosos está relacionada a doenças crônicas, especialmente doenças não transmissíveis” e que “Muitas dessas doenças podem ser prevenidas ou retardadas por meio de comportamentos de promoção da saúde”.

4. A mesma Assembleia declara: “Ao desenvolver uma resposta de saúde pública ao envelhecimento, é importante considerar estratégias que apoiem a recuperação e o crescimento psicossocial”. Visto que as normas culturais que veem a velhice como um período inevitável de declínio podem funcionar contra esses esforços, também será importante combater muitos dos estereótipos que atualmente definem o que é “ser velho”.
5. Esta Assembleia estabelece como Objetivo Estratégico 1.3: “Combater o preconceito etário e transformar a compreensão do envelhecimento e da saúde” e que exorta “A combater à discriminação por idade deve ser primordial em qualquer resposta de saúde pública ao envelhecimento da população. Será essencial desmantelar as classificações de idade arbitrárias (por exemplo, considerar pessoas acima de certa idade como velhas). Essas classificações não levam em consideração a grande diversidade de habilidades de uma determinada idade e podem levar a respostas simplistas baseadas em estereótipos sobre o que significa ter essa idade”.
O COMLAT DECLARA QUE:
1) A velhice é uma fase da vida, como a infância e a idade adulta.
2) Considerar a velhice (OLD AGE) como doença no CDI (Código Internacional de Doenças) é um erro conceitual.
3) É alarmante, saber que a velhice será considerada uma doença, abre-se a porta para considerações diagnóstico-terapêuticas sem base científica.
4) Categorizar a velhice como doença contribui para reforçar o modelo de discriminação por idade em contradição com os postulados da ONU e da própria OMS
Portanto, rejeita esta possibilidade e solicita aos organismos internacionais, aos governos nacionais e a humanidade como um todo a tomarem as ações cabíveis para não aprofundar o modelo discriminatório por idade e focar na Década do Envelhecimento Saudável 2020-2030 como um projeto que deve culminar em um mundo melhor para todas as idades.
No Dia Internacional de Consciencialização  sobre Abuso e Maus Tratos a Idosos, 15 de junho de 2021.
#VelhiceNaoEDoença

 

LÍNGUA ESPANHOLA

Declaración COMITÉ LATINOMERICANO y del CARIBE de la ASOCIACION INTERNACIONAL DE GERONTOLOGIA Y GERIATRIA (COMLAT – IAGG)
La vejez no es una enfermedad
A. Considerando que :
1. La Asamblea General de las Naciones Unidas, en su resolución 66/127, designa el 15 de junio como Día Mundial de Toma de Conciencia del Abuso y Maltrato en la Vejez
2. La Convención Interamericana de los Derechos Humanos de las Personas Mayores del año 2015 promueve el envejecimiento activo, digno y saludable en el marco del goce efectivo de los derechos y de los deberes e invitan a crear rutas efectivas de denuncia, atención y mitigación de la violencia y el maltrato de las personas mayores
3. La Convención Interamericana establece el Derecho a la vida y a la dignidad en la vejez y ordena que los Estados Parte adoptarán todas las medidas necesarias para garantizar a la persona mayor el goce efectivo del derecho a la vida y el derecho a vivir con dignidad en la vejez hasta el fin de sus días, en igualdad de condiciones con otros sectores de la población.
B. Advirtiendo que :
La Organización Mundial de la Salud (OMS) tiene la intención incluir la vejez como una enfermedad en la Clasificación Estadística Internacional de Enfermedades y Problemas de Salud Relacionados (CIE) en su undécima edición, que debería publicarse en enero de 2022.
C. Señalando que:
1. La salud, tanto física como mental y social, puede entenderse como la capacidad de responder dinámicamente a los cambios .
2. “El envejecimiento saludable es un proceso continuo de optimización de oportunidades para mantener y mejorar la salud física y mental, la independencia y la calidad de vida a lo largo de la vida”.

3. El Plan de Acción Multisectorial para un envejecimiento saludable basado en el ciclo de vida de la 69ª ASAMBLEA MUNDIAL DE LA SALUD 2016 establece que “La mayoría de los problemas de salud de las personas mayores están relacionados con trastornos crónicos, especialmente enfermedades no transmisibles” y que “Muchas de esas enfermedades se pueden prevenir o retrasar mediante comportamientos que propicien la salud”.
4. La misma Asamblea declara: “Al elaborar una respuesta de salud pública al envejecimiento, es importante tener en cuenta estrategias que refuercen la recuperación y el crecimiento psicosocial. Dado que las normas culturales que consideran la vejez como un periodo inevitable de declive pueden actuar contra tales esfuerzos, también será importante combatir muchos de los estereotipos que definen actualmente lo que es ser ‘viejo’”.
5. En dicha Asamblea se establece como Objetivo estratégico 1.3: “Combatir el edadismo y transformar la comprensión del envejecimiento y la salud” y que exhorta a “Combatir la discriminación por motivos de edad debe ser primordial en cualquier respuesta de salud pública al envejecimiento de la población […] Será fundamental desmantelar clasificaciones arbitrarias por edad (por ejemplo, considerar viejas a las personas que superan una cierta edad). Estas clasificaciones no tienen en cuenta la gran diversidad de capacidades a una edad determinada y pueden llevar a respuestas simplistas basadas en estereotipos sobre lo que supone tener esa edad.”

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